Soneto de Fidelidade (Vinicius de Moraes)

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
.
In “Antologia Poética”.

1 estrela(s):

Késia Mara disse...

Olá, seu blog é inspirador. Estou fazendo uma pequena campanha “Segue meu blog que eu sigo o teu”. Convido-lhe a compartilhar comigo boas experiências. A partir do dia 2 de abril, farei meu primeiro sorteio de brindes.

Atenciosamente
Késia Mara